segunda-feira, 25 de abril de 2011

Auditoria em enfermagem

      
          A Auditoria de Enfermagem, hoje em dia, é primordial para o Paciente, os Hospitais, Empresas de Medicina de Grupo, Empresas de Autogestão e Planos de Saúde.
Cabe ao profissional de enfermagem, ao trabalhar no campo da auditoria, estar atento às principais questões que envolvem tal atividade.
No dia a dia do exercício profissional não é raro observar o profissional de enfermagem envolto na análise de contas médicas hospitalares com a sua visão focada nos números, observando a quantidade de material e medicamentos utilizados e nos valores que os mesmos apresentam para a instituição em que trabalha.
O foco de sua atenção está constantemente voltado para os dados numéricos que a conta mostra e inadvertidamente por já estar condicionado ao tipo de trabalho que realiza quase de modo automático, esquece-se do principal: a capacidade do funcionário que trabalha na Instituição Hospitalar e que cuida constantemente do paciente que ali está internado ou realizando exames.
A má formação escolar, a ausência de conhecimentos elementares e básicos para um bom exercício da atividade do cuidar, a má prática diária e a má percepção dos fatos e situações que se apresentam a todo o momento na atividade diária de uma instituição hospitalar, podem levar a situação acima descrita (o excesso de gastos).
O profissional de enfermagem tem que estar atento acima de tudo à qualidade dos cuidados prestados ao paciente pelo hospital ou clínica credenciado pelo plano de saúde ou de medicina de grupo. Quando os números mostram que há excessos de gastos há que se estar atento para os cuidados de enfermagem prestados pela instituição hospitalar credenciada. É de conhecimento de todos que atuam na área de auditoria de enfermagem, que 60% dos gastos de uma conta hospitalar refletem os cuidados de enfermagem.
Profissionais mal treinados, mal orientados, sem conhecimentos das técnicas básicas de enfermagem quanto aos cuidados rotineiros aos pacientes, tais como: medicação, curativos, deambulação, mudança de decúbito, tricotomia, plano de cuidados, fazem com que estes custos e gastos tenham aumento significativo para os planos de saúde. Mas não podemos esquecer do principal ponto gerador de todos estes procedimentos: O PACIENTE. Quais os reflexos negativos que uma enfermagem mal preparada e mal treinada traz para o mesmo? São muitos os agravos que podem resultar de um atendimento inadequado por parte da equipe de enfermagem: aumento do tempo de internação, seqüelas de cuidados de enfermagem inadequados ou errados ou até mesmo óbito. Portanto, cabe aos enfermeiros (as) estarem atentos (as) e atualizados com as mais recentes técnicas de cuidados de enfermagem. Seus subordinados (técnicos e auxiliares) devem ser treinados, reciclados e avaliados periodicamente quanto às técnicas de enfermagem diárias, desde o simples ato de se lavar as mãos até os procedimentos de grau de execução mais complexos.
E quanto ao profissional Enfermeiro Auditor que ao deparar-se com uma fatura hospitalar em que, segundo a sua opinião, o gasto com material e medicamentos está muito alto, deve fazer uma visita à instituição, que acabou de auditar retrospectivamente, procurando conhecer as técnicas e rotinas de enfermagem que ali são executadas.
Saber qual o grau de formação dos profissionais de enfermagem, quais os protocolos existentes, número de profissionais de enfermagem envolvidos diretamente com o cuidado do paciente.

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